Crise de Layout

Mesmo depois de oito anos de blog, mudar o layout é sempre um momento dramático. Primeiro eu me incomodo com o layout antigo e encasqueto que aquele ali não combina mais comigo. Às vezes nem consigo escrever no blog por incompatibilidade entre eu e o Layout.  Então passo horas analisando as opções de Layout até sentir aquele “clique” interior. O problema é que o WordPress não tem layout com ativador de clique interior. Nessas horas eu sinto falta do blogspot.

Então eu escolho um layout mais ou menos e fico tentando ajustá-lo ao que eu gostaria, até sentir nem que seja um micro-clique interior, qualquer coisa que me conecte ao novo layout e revigore o blog. Às vezes passo dias mudando o layout até encontrar um que acalme meu espírito (sim, eu sou dramática). Portanto, não estranhem as mudanças que surgirem nos próximos dias. Em algum momento chegaremos a algum equilíbrio visual por aqui. Assim espero.

A saga do BBBgato

Antes de mais nada, eu não assisto ao Big Brother porque não assisto mais a Globo. Em outra oportunidade discorrerei sobre as razões de eu ter aderido ao boicote. No entanto, participo da comunidade Gatos -Manual de Instruções há muitos anos, no Orkut. No dia 02 deste mês um tópico foi aberto sobre o gatinho que apareceu na casa do BBB. Os membros da comunidade que assistem ao programa escreveram o que viram e depois colocaram os vídeos do que foi passado por isso mesmo quem não vê o programa (como eu) se envolveu na história.

Um gatinho dócil e assustado, amarelo e branco, aparentando ser jovem e abandonado, apareceu na casa e foi alimentado e acariciado por uma das participantes (Cacau):

http://www.youtube.com/watch?v=xK7MWui58bw&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=6gS23QeIiDA&feature=related

No início, o tópico girou em torno do assunto do gato, um misto de preocupação sobre o que seria feito com ele e de esperança das otimistas de plantão de que a Globo aproveitasse a oportunidade para falar sobre Posse Responsável (essas meninas bebem chá de glitter), coisas ingênuas do tipo:

” Bem que a Globo podia aproveitar a presença deles e fazer alguma divulgação sobre tratar bem os gatos (animais em geral) e sobre castração, já que o gato que apareceu não é castrado. Pena que acho que ela vai sair do programa hoje. Tomara que se o gato voltar, outros participantes tratem ele com carinho também.” (Mel)

“bom momento para chamar a atenção sobre o abandono, castração, conscientização e mostrar que quando tratarmos melhor os animais estaremos preparando um futuro melhor.” (Rosangela)

“Eu sugiro que façam toda uma campanha. Fiquem com o gato, castrem, vermifuguem, façam tudo que for preciso e mostrem no programa os cuidados pós castração… e façam uma doação dele para um lar responsável. Seria muito bom. A Cacau até falou que não sabe como podem judiar deles. Bom gancho para falar no assunto. Taí a sugestão… (sonhar não custa nada!!!) Ah, deram ao gatinho o nome de Brad (por ser loirinho).” (Mel)

Enquanto as flores ainda povoavam o caminho de sonho das minhas doces amigas, Pedro Bial surgiu com sua metralhadora giratória verbal e proferiu uma das maiores asneiras da história recente (provavelmente a asneira veio do Boninho via ponto eletrônico, mas eles têm um compartilhamento de asneiras), dizendo que os participantes não deveriam se aproximar do gato, pois era gato-do-mato e transmitia doenças. Com suas flores pisoteadas, as gateiras perceberam que não podiam esperar nada de bom da Globo e após breve estado de choque, começamos a imaginar a repercussão que esse tipo de comentário teria:

A maioria da população ainda não tem conhecimento sobre Posse Responsável e acredita que gato tem de viver solto (com acesso à rua), não sabe da importância e necessidade da castração e não tem informação a respeito das doenças que REALMENTE podem ser transmitidas por gatos a humanos e do que é simplesmente mito. As pessoas também temem pegar tétano em arranhões e não sabem que a vacina antitetânica imuniza por dez anos. E não param para pensar que se fosse tão fácil assim pegar alguma doença de gato de rua, os veterinários e os protetores de animais já estariam todos mortos ou empesteados.

Como a maioria dos participantes ativos da comunidade cuida de animais de rua, alimentando, resgatando para castrar, tratar e doar (eu mesma estou com um hóspede em casa), a indignação foi geral. Sabemos o quanto de ignorância e preconceito existe em relação aos gatos e o quanto eles sofrem com isso. Pessoas maldosas que acreditam que gatos são potencialmente perigosos chegam a envenenar colônias inteiras e alguns até ameaçam as protetoras. Tenho uma vizinha, a Isabel, que cuida dos gatos da região, que já foi ameaçada diversas vezes por gente ignorante que não entende que se ela não desse ração aos gatos da rua, eles iriam atacar o lixo, os passarinhos, e aí sim haveria risco de ficarem doentes. A ignorância acha que se ninguém alimentar, eles irão desaparecer. Não irão. Apenas começarão a atrapalhar de fato.

Um comentário em rede nacional que reforce a idéia equivocada de que animais de rua são selvagens, perigosos e não devem ser alimentados, não só é um desserviço à proteção animal, invalidando anos de tentativa de conscientização, como também coloca em risco a vida e o bem estar desses animais em áreas onde a palavra da televisão é lei. E esses lugares não são poucos, acredite.

Obviamente, as entidades protetoras dos animais, os gateiros e as pessoas esclarecidas e de bom senso se indignaram contra a posição do apresentador. Imediatamente começamos a organizar um protesto, enviamos e-mails à Rede Globo e só recebemos respostas-padrão. Depois, começamos a ofensiva pelo Twitter, onde foi criada a tag #BBBgato, pela Cora Rónai. Enviamos também sugestões de pauta para jornalistas e sites de notícia, e obtivemos resposta do Portal R7, que publicou uma nota enfatizando a ironia de Pedro Bial quando a esperada retratação finalmente veio, no dia 4 de março, após um dia de silêncio absoluto e descaso.

A “retratação” não ocorreu como acreditávamos. Bial não mencionou, em momento algum, suas palavras do dia 2, simplesmente recitou seu texto falando da importância de cuidarmos dos bichinhos abandonados, citou a Cacau, que acariciou e alimentou  gatinho, e disse algo que realmente é verdade: que os participantes deveriam tratá-lo da forma como gostariam de ser tratados. Tudo muito bonitinho, eu realmente não esperava que ele falasse de castração ou de posse responsável, achei o discurso simpático, até o desnecessário e antipático momento final, em que, com ironia, ele diz que era para fazer felizes todos os protetores de animais e misantropos…o que raios tem a ver uma coisa com a outra, Bial? Só por discordar de você e fazer pressão por uma causa justa relacionada a outra espécie que não seja a humana, significa que somos misantropos? Que temos aversão ao ser humano? Eu tenho aversão a ignorância, e infelizmente ela é intrinsecamente humana. Mas graças ao meu bom Deus, nem todos os humanos permanecem na ignorância, só os que, por teimosia, arrogância, orgulho, burrice ou falta de oportunidade, assim escolhem.

Veja o discurso a partir do 9:26

http://www.youtube.com/user/deyveti#p/u/3/JHs8TPrK2is

Pela postura de Boninho/Bial, somos obrigados a nos manter protestando até que tenhamos certeza de que esse gato não será descartado/desprezado. Tememos por sua vida, por sua saúde, por sua segurança. Queremos um veterinário que cuide dele, vacine, castre, e que ele consiga um bom dono. Mas isso levantou outra questão: há uma colônia de gatos abandonados no Projac? Esses gatos precisam de acompanhamento de um veterinário e de um protetor, para providenciar vacinação e castração a todos e controlar a colônia. O BBBgato levantou uma questão importante a ser apurada dentro do Projac. Existem colônias de gatos em pontos de abandono pelo país inteiro, e algumas delas têm pessoas que dedicam suas vidas e seus recursos a mantê-los vivos e saudáveis, mesmo remando contra a maré dos ignorantes que abandonam diariamente mais gatos nesses locais, acreditando que “tem gente que cuida”. Essas pessoas não sabem quantos gatos morrem torturados por gente maluca (pois são áreas públicas), envenenados…também não imaginam o quanto se gasta na manutenção desses animais e o quanto é difícil conseguir encontrar um dono responsável, que entenda a importância das telas nas janelas para que o gato não saia.  É difícil explicar isso tudo em cinco minutos em rede nacional, mas extremamente fácil destruir o que levamos anos para construir, basta um comentário irresponsável de um minuto e meio.


PS: Bial chamou o gatinho amarelo de gato-do-mato, o que gerou comentários irônicos por parte das protetoras e gateiras, pois se o gatinho fosse realmente um gato-do-mato, nós apoiaríamos o receio do apresentador, mas chamaríamos o Ibama. No entanto, até nesse ponto, que gerou brincadeiras entre nós, existe o problema da desinformação. Gato-do-mato é outra espécie, é um animal selvagem, maior do que o gato doméstico. É como chamar um Labrador (ou um poodle) de Lobo-Guará. Ele pode ter usado o termo “gato-do-mato” como um sinônimo tosco de “gato de rua”, mas e o telespectador desprovido de informação? Será que não vai acreditar que gato de rua é bicho selvagem?

PS2: Se você não conhece Posse Responsável, se acha que gato tem de sair na rua e não vê problema algum em um gatinho magro, faminto e não castrado estar na rua, comendo restos de comida, não faça comentário algum antes de ler o seguinte texto:

http://escritarupestre.blogspot.com/2008/03/alguns-esclarecimentos-quem-insiste-em.html


PS3: Se você é um fã ensandecido do Pedro Bial, entenda uma coisa: nosso problema com ele não é pessoal. O fato de já ter adotado um gato não muda em absolutamente nada, pois cada uma das pessoas envolvidas nesse protesto já adotaram também. E fizeram muito mais do que isso. Gostar do seu gato não basta, nós gostamos de gato, não apenas dos nossos, não apenas dos que têm dono. Eu acredito que tanto Bial quanto Boninho não sejam monstros trituradores de gatinhos, e também acredito que eles não queiram o mal do bichinho, eles simplesmente não vêem a importância de cuidar, de valorizar, não acreditam nisso. Tudo bem, mas que tenham responsabilidade sobre o que será dito aos telespectadores, para não atrapalhar o trabalho de quem acha isso importante. Pensar não faz mal a ninguém.

PS4: Para ver os protestos no Twitter, acesse a tag  #BBBgato

PS5: Se quiser juntar-se a nós no protesto do Twitter, não se esqueça de acrescentar #BBBgato no final de cada tweet que escrever a respeito.

Ronronterapia

Saiu reportagem na Isto é sobre minha terapia preferida. Eu tenho três ronronterapeutas em casa e estou hospedando o quarto, que é PHD em ronronterapia, há que ronrona o tempo inteiro, em volume alto.

Clique aqui para ler o artigo.

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URGENTE! AJUDE A DIVULGAR!

PESSOAL, SE ESSES GATINHOS NÃO FOREM ADOTADOS COM URGÊNCIA, SERÃO ENVIADOS PARA TESTES!!!!!

ADOTE URGENTE

O melhor texto da década:

Li esse texto no Blog do Bispo Macedo, é de autoria da jornalista  Inahiá Castro Merlo. Já comecei a escrever algo a respeito, mas não poderia, de maneira nenhuma, deixar de reproduzí-lo aqui, pois foi o texto mais lúcido, bem raciocinado, bem executado e claro que li a respeito até agora. Confesso que a postura de Saramago me pareceu tão infantil e emocional que acreditei que ninguém teria paciência de escrever algo realmente racional a respeito. Essa moça teve. E o texto brilhante que ela construiu merece meu reconhecimento público. É revigorante quando se vê um relato de alguém que consegue sair da caixinha imposta pelo “intelectualoidismo” e pensar por conta própria. Primeiro, coloco o meu comentário, que deixei no post, depois, o texto da Inahiá.

“Brilhante o texto dessa moça. É tão raro encontrar um ateu de verdade! A maioria é como Saramago: por algum trauma pessoal ficou com tanta raiva de Deus que dedica sua vida a destruir sua imagem, tentando provocá-lo ao dizer que Ele não existe. É muita energia despendida para atacar o que não existe. Deus e a Igreja Católica são duas coisas bem diferentes e esse tipo de posicionamento confuso me fez -e ainda me faz – questionar a inteligência de Saramago em sua prisão mental.”

O ateu que não vive sem Deus
27 de outubro de 2009

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O escritor português José Saramago (prêmio Nobel de literatura, em 1998) acaba de lançar outra obra que tem como pano de fundo a Bíblia Sagrada. No livro “Caim”, Saramago busca, mais uma vez, questionar e colocar em dúvida a justiça de Deus e apontar um criador que, sob seu ponto de vista, é “cruel, invejoso e insuportável”.

Em uma entrevista à revista portuguesa “Visão”, José Saramago define a Bíblia como “um manual de maus costumes”, onde se encontra todo tipo de atrocidades, e procura, com sua retórica intelectual, questionar a veracidade das Escrituras, opondo-se veementemente ao conceito de que ali se registre a Palavra de Deus. “Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a bíblia e perde a fé”, repete Saramago na entrevista.

Em 1991, o escritor já havia causado polêmica com o livro “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, no qual sugere uma relação amorosa entre Jesus e Maria Madalena, no que parece uma tentativa desesperada de aproximar-se do divino, humanizando a figura de Cristo, já que o caminho inverso lhe parece improvável.

“Ateu empedernido”, como ele mesmo se define, e comunista por ideologia, os argumentos de Saramago em sua obsessão por “desmascarar” Deus perdem-se entre acusações à Igreja Católica – remetendo-se a atos como a inquisição, as cruzadas, as masmorras e tudo que faça parte de um passado opressor em que a instituição exercia claro domínio social e político sobre a sociedade cristã – e uma espécie de inconformismo por não encontrar na Bíblia a retratação de um deus que provavelmente povoe seu imaginário ateu.

Dizer que um ateu conceba qualquer tipo de imagem relacionada a Deus pode parecer um contrassenso, mas o próprio discurso de Saramago sobre o tema é contraditório e confuso. Ele mistura conceitos e definições sobre Bíblia, cristianismo e igreja católica como se tudo fosse algo único. Diz que a Bíblia é “manipuladora”, como se as pessoas fossem dominadas por uma espécie de torpeza e ficassem desprovidas de opinião própria ao lerem as Escrituras. Reivindica e valoriza a liberdade que, segundo ele, é negada e oprimida por Deus, mas prega o comunismo, que é um dos regimes mais castradores da história política mundial. Sentado no trono de sua reconhecida e aplaudida intelectualidade, vale-se do prestígio alcançado por sua importância literária para “impor” sua opinião como verdade absoluta e julgar ignorantes os que não concordam com ele.

Mas, o que é mais ambíguo, paradoxal e interessante no discurso de Saramago é a energia que ele despende para criticar, debater e contradizer algo que ele mesmo acredita que não existe. Saramago não concebe ou aceita os mistérios e a mensagem espiritual da Bíblia porque só consegue lê-la e interpretá-la de forma racional e literária e não admite ou não enxerga a relevância de um livro que tenha atravessado os séculos e continua atual.

A própria Bíblia aponta, literalmente, o caminho que Saramago deveria seguir para lê-la e aceitá-la sem questionamentos racionais quando afirma a existência de mistérios, dizendo: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos…” (Deuteronômio 29:29).

O discurso de Saramago nos leva a crer que, talvez para seu próprio desespero, ele se revele um dos maiores buscadores de Deus. Mas sua arrogância intelectual só lhe permitiria aceitar um Deus explicável, que coubesse na limitada caixa da compreensão humana e que não dependesse do desconfortável e inseguro – do ponto de vista racional – conceito de “fé” para ser aceito. Mas, o Deus em quem Saramago não crê “…escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir os sábios…” (I coríntios 1:27)

Por Inahiá Castro

Site novo

Só apareço neste blog para dar notícias, perceberam? Shame on me. Mas não importa, melhor do que não aparecer nunca. Os comentários dos posts antigos estão fechados por problemas com spams. Já que tenho tido pouco tempo para gerenciar o blog, preferi deixar marcado para que os comentários sejam fechados automaticamente após um certo período. Mas a idéia era atualizar com mais frequência, e não deixar esse troço antipático de comentários fechados forever.

Bem, vamos explicar o que eu tinha de explicar aqui: minha vida deu uma guinada nos últimos meses. Parei de frescura e resolvi tomar uma decisão com Deus, de uma vez por todas, saindo de cima de um muro no qual eu nem sabia que estava. Como eu sumi de todo mundo, todo mundo sumiu de mim e poucos dos meus amigos sabem o que enfrentei nos últimos dois anos e como eu estava, mas aos poucos eu vou contando. Pois bem, me defini em relação a Deus e somente assim consegui a reconstrução que estava buscando há tanto tempo. Aos poucos Ele tem me feito experimentar uma qualidade de vida que eu nunca tive, interior e exterior. Isso é o que Ele sempre quis para mim: me dar uma vida de verdade, não meia vida. Quando eu O assumi, Ele me assumiu, e tenho buscado passar o que venho aprendendo a quem realmente estiver disposto a entender. Eu já havia decidido, ano passado, que minha “carreira de escritora” estava encerrada. No entanto, os planos de Deus eram outros e Ele tem me incomodado a voltar a escrever, a repassar o que tenho recebido. De início, comecei a escrever totalmente sem vontade, somente por obediência àquela direção que Deus colocou dentro de mim (a gente SABE o que tem de fazer, ainda que não tenha vontade, ainda que não queira fazer). Aos poucos Ele ressuscitou em mim o prazer de escrever, a vontade e o ânimo, simplesmente por eu ter obedecido primeiro.

Agora, consegui colocar em prática um projeto que vinha sendo adiado: meu site. A necessidade do site surgiu da encheção de paciência dos amigos (eles sabem fazer isso melhor do que ninguém…hahaha…), dizendo que eu não deveria me espalhar por tantos blogs, que eles ficavam Perdidinhos da Silva. Tadinhos. Para provar que os amo, lá fui eu trabalhar em um site onde irei concentrar todos os links e textos que eu for publicando. Atualize – pela última vez, juro! – os seus bookmarks, agora você me encontra no vanessalampert.com.br E não me perderá nunca mais. :-D

Tarde demais

Acabo de descobrir que cortei meu cabelo na pior altura possível. Prendê-lo é praticamente impossível, e ao deixar solto, pareço  equilibrar um poodle preto em cima da cabeça. A idéia era cortar na altura dos ombros, mas é isso o que acontece quando a pessoa se empolga com uma tesoura na mão. Agora pelo menos resta-me a alegria emocionante de esperar o cabelo crescer e procurar por um shampoo decente de jaborandi, pois funcionou com o meu irmão quando teve a cabeça raspada, ao passar no vestibular: em três meses já tinha seu topete de volta. Não que eu busque um topete, mas se eu conseguir em três meses cinco centímetros a mais no comprimento, já é uma voltinha a mais nos cachinhos e talvez faça diferença. Ou apenas aumente o tamanho do poodle, o que seria uma lástima.

Aprendizados do lar

Aprendizado de hoje:

- Até mesmo para o forno auto-limpante há limites.

Aprendizados conseguintes:

- Jimo multiuso é uma ótima alternativa aos limpadores de forno à base de soda cáustica.

- Ao fechar a tampa, certifique-se de que seu dedo não se encontra entre a mesma e a lata, ou não o encontrará nunca mais.

Novidades

Finalmente, concluí a transferência do domínio autordesconhecido.com.br, e estou agora transferindo os posts do blog Autor Desconhecido para o site, mas o site já está no ar:

http://www.autordesconhecido.com.br

Em breve, colocarei mais dois novos sites no ar, um deles sobre escultura personalizada, em parceria com algumas amigas (uma delas nem sabe ainda…hahahaha…Flávia, depois te explico, mas você está incluída nesse projeto, viu?), e outro ainda é surpresa. :-D Tenho de manter algum suspense, não é mesmo?

Mas é isso! Atualizem seus bookmarks (seja lá o que isso signifique):

Clique aqui para conhecer a nova casa do Autor Desconhecido.

Espero que ninguém me encha mais a paciência a respeito desse cara. Depois que transferir todo o conteúdo do blog do blogspot para o .com.br, voltarei a atualizá-lo. I promise.

Jogando fora o lixo

Já escrevi outras vezes da dificuldade que tenho de me livrar das quinquilharias que a gente ajunta em casa depois de alguns anos. Sempre acho que tudo é registro histórico. Ingressos antigos de cinema….bah, lá do Cine Leblon, lembra? De 2005, quando eu morava lá…putz, era caro pra caramba! Mas a gente ficava com preguiça de ir em outro cinema e acabava pagando, mesmo.

E os papéis? Tantos textos das minhas faculdades anteriores….coisas do jornalismo da Uniderp, da publicidade da Uniderp, de Letras da Ulbra, do jornalismo da UFMS, da Formação de Escitores da Unisinos, e mais vários papéis da Engenharia do Davison, coisas da Refap, coisas dos meus cursos livres, e ainda os trocinhos que gosto de guardar: bulas de remédio que não tomo mais, maquiagens antigas, já vencidas, mas com embalagens que não são mais fabricadas….como é que vou jogar fora algo que não se faz mais? E se eu precisar de alguma daquelas coisas? E todas aquelas caixas de papelão? Já aconteceu de eu precisar de algo justamente depois de ter jogado fora. Aí já era, tem de comprar de novo. Então você descobre que tudo pode virar objeto de arte, ou tudo pode ser usado na construção de uma peça. Vixe, pode esquecer, colega, sua casa vai virar uma filial do lixão, porque você vai achar que tem de guardar garrafa vazia, caixa vazia (você acabará enchendo todas as caixas vazias com os potes vazios que tiver guardado), pedaços de arame, pedaços de isopor…coisas que você nunca irá usar, provavelmente, mas só o fato de elas estarem ali, graciosamente entulhando o quarto extra (e, em breve, todos os outros cômodos da casa), já te dá uma segurança enorme, de que nunca te faltará lixo quando você precisar de um. Não é lindo isso?

Então decidi que nunca mais teria bagunça na minha vida. Implacável, saí à batalha, munida de sacos de lixo super reforçados, e de uma máscara contra os ácaros assassinos. A ordem era jogar fora sem dó, nem piedade. Foram para o lixo revistas, apostilas, papéis, notas de compras, pedaços de coisas que já haviam sido previamente desmontadas, potes, tampas, arames, papelão, caixas, panos, roupas velhas e puídas, coisas-guardadas-para-um-indefinido-depois, enfim, foi praticamente tudo para o lixo, exceto os desenhos, os cadernos, os livros e os pedaços de isopor (que ninguém é de ferro :-D ) E as coisas inteiras, é claro, que isso não é lixo.

Dor, muita dor. Sim, eu senti dor, principalmente quando a bagunça gritava, ao ser atirada dentro do saco plástico: “NÃO, NÃO FAÇA ISSO!!!! EU SOU IMPORTANTE!!! EU SOU MUITO IMPORTANTE, VOCÊ AINDA NÃO SABE PARA QUÊ, MAS SABERÁ! EU PODEREI SER MUITO IMPORTANTE PARA VOCÊ ALGUM DIA!!! E SE VOCÊ PRECISAR DE MIM ALGUM DIA???? E SE ALGUM DIA PRECISAR DE MIIIIIIIIIIIIIINHEEEEEE?????”

Fingi que não estava ouvindo, nem vendo sua expressão de pavor e desespero. Eu tinha uma missão a cumprir, e precisaria me livrar de cada milímetro de bagunça, custasse o que custasse. Terminei minha tarefa exausta, mas certa de que havia feito a melhor escolha.  É preciso destruir os inimigos, lançá-los fora, para que não voltem a crescer em nosso meio. E se ordem é progresso, lutar contra a bagunça, contra o caos e a desordem é necessidade vital, como arrancar a erva daninha do meio da plantação. Quanto aos registros históricos…bem, é melhor, sei lá, tirar uma foto e guardar em um DVD sob o título “Arquivo de registros históricos”…ao menos enquanto eu não tiver uma casa de tamanho suficiente para abrigar um museu próprio. Se bem que aí você resolve ter filhos, e depois você morre e a primeira coisa que seus pimpolhos fazem é recolher as “tranqueiras que a mamãe deixou”, jogar 70% fora e distribuir os outros 30% entre os parentes e amigos. E dê graças a Deus de não poder ver isso, pois você não terá mais cabelos para arrancar (não me consta a existência de “cabelos espirituais” no além). E se você não tiver filhos, dá na mesma, sempre vai ter uma criatura para desprezar o museu que você tão carinhosamente cultivou….criaturas insensíveis que não conseguem enxergar o valor de uma tampinha de garrafa daquele Sendas Limão que você gostava tanto de tomar quando morava no Rio de Janeiro.

Estou consciente de que a primeira batalha foi vencida, mas sei que meus inimigos continuam à espreita, e que em breve terei de acabar com o remanescente: potes de creme bastante avançados em idade, mas que continuam semi-cheios e que, por isso, conseguiram visto de permanência. Não tenho coragem de jogar fora coisas que não foram terminadas. Mas se já estão há tanto tempo entulhando os armários da casa, por que raios ainda acredito que um dia terminarão de ser usadas?

Isso porque eu tenho apenas pouco mais de cinco anos de casada….imagino o que aconteceria se continuasse nesse ritmo, ao completar as bodas de prata?  … Melhor nem imaginar. Não haveria armário suficiente no mundo para comportar tanta tralha.